Sem patrocinadores, o programa entrou no ar às 23h34, sem nenhuma espécie de abertura. A Globo optou por repetir um esquema adotado com bastante frequência pela Record até os dias de hoje: abriu mão dos créditos finais do “Fantástico”, chegando a embutir o selo de realização do jornalismo em um VT exibido no telão do estúdio, e optou por uma conversa entre Tadeu Schmidt e Eri Jonhson para a abertura da estreia do game show. Neste momento, a emissora tinha 18,5 pontos na Grande São Paulo.
Após uma breve apresentação do formato, que ressaltou em inúmeros momentos a importância das redes sociais para o funcionamento dele, começou a competição de humor. Ou da falta dele. Nas mesmas redes sociais em que a emissora propôs interação ao público, houve um verdadeiro massacre ao programa. Apesar da proposta ser de improviso, a estreia apresentou uma temática que já havia sido praticada pelos integrantes do programa nos pilotos da atração, como apontou o estudante Marcelo Bevilaqua. Talvez seja por isso que a nova atração conseguiu arrancar risadas pela vergonha alheia provocada pelos atores, muitos deles com uma grande bagagem dentro e fora da própria Globo, convocados a participar do formato, e não pelo humor propriamente dito. Um dos poucos pontos relevantes da estreia (e que conseguiram arrancar algum riso de verdade) foi a participação da cantora Anitta, que realmente usou de improviso e conseguiu fazer humor conectado ao cenário de assalto a banco proposto.
Além do massacre na internet, o programa também não empolgou na audiência. Apesar de ter liderado de forma isolada, com média de 12,2 e 25,9% de participação, o programa derrubou a audiência herdada do Fantástico (18,5) e teve menos que a final da 2ª temporada do SuperStar, exibida no último domingo (13,2 e 27,6%). O SBT chegou a ficar apenas 1 ponto atrás da atração, às 23h52 (12 a 11), mas na média ficou com 8,0. Em terceiro lugar ficou a Band, que exibia o “Canal Livre” e o “Pânico”, com 5,4. A Record amargou o quarto lugar, com apenas 4,2, exibindo “Repórter em Ação” e “Diário do Pan”.
O saldo da estreia é bastante simples: “Tomara que Caia” aparenta ser mais um programa que irá sofrer nas mãos de Silvio Santos e sua exibição ad infinitum de pegadinhas dos anos 80 e não deve ter vida longa na programação da emissora. Além do fracasso nas redes sociais e da audiência pouco expressiva, o programa não teve nenhuma cota de patrocínio vendida e seu intervalo comercial foi, em grande parte, ocupado por calhaus (comercial da própria emissora ou de veículo do mesmo grupo destinado a tapar buraco em espaços não vendidos). Tem tudo para ser mais um programa a não passar de sua primeira temporada ou até mesmo ser cancelado durante ela devido ao baixo rendimento, como já aconteceu anteriormente com as séries “Norma” e “Batendo Ponto”, que também estrearam na liderança e chegaram a ficar em 4º lugar nas semanas seguintes.